Sábado, Novembro 21, 2009

O impoliticamente incorreto

Sinto falta do vento que embaraçava os cabelos nas caçambas dos velhos carros. Do cinto que não me amarrava, deixando meu corpo mover-se conforme as curvas da BR 020. Sinto falta do cigarro tragado após o drinque, do charuto fumado às 16 no saguão da empresa. Sinto falta do velocímetro a 130, sem pássaros me tirando fotos e publicando-as para os centristas charlatões que me engolem o cruzeiros. Não sinto falta dos números e estatísticas que me dizem ser tudo isso loucura na década atual. Nem do pedaço de carne moída que entrou no meu teclado em setembro passado, junto aos farelos do chocolate de ontem. Os engulo se você conseguir tirá-los de lá.

Pois bem.
A tristeza vem.

Primeiro, pq foi rápido.
Segundo, pq não tive tempo pra viver isso com vc.

Hoje, a mim fica a saudade dos velhos tempos.
Aqueles, de quando vc ainda dormia no chão do Duende e descobria Brasília e a beleza do cerrado e de suas musas com olhos facinados.

Acho que me consola saber que vc sabia da minha admiração eterna, ao menos. Eu sei que deixei isso claro.

E, hoje, seu sotaque mineiro não me sai da cabeça. Com o uso tímido dele, vc ganhou brasília e brasília te ganhou.


De vc, hoje, os retratos e memórias, pra sempre.
Vc vai embora pro mar, olhar pela gente de lá.
Diga oi ao Jabut, se o topar por lá.

Eu quero ir pro mar também, não sei se vc sabia disso.
Me manda um sinal, diga-me se lá existe sombra, pra que eu não chegue desavisada.

Na verdade, desde a primeira linha não sei bem o que dizer.

Vá em paz. Sentiremos sua falta aqui no mundo.
E sua presença tb.

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

E que pecado acusar-me de sentir de menos, quando eu sinto tanto

Desde que voltei, vivo a observar-lhes-te-me. Os meses foram embora e a melancolia vai ficando sempre tão clichê demais – então me chama pra beber nalgum bar da cidade-lobo, a gente bate um papo e volta pra casa, que, por hora, menos é mais. E vem, que o barulho do trem existe desde que nasci pra essa cidade, mas só agora consigo ouvir. O trem não faz piuí tic tac. Mesmo de longe sei reconhecer o cheiro dos barulhos - e a eles, aqueles caras. Eles todos estão tão perto, e são tão geniais, mas minhas impressões ainda são tão acumulas, desorganizadas, algumas azedas, algumas ácidas, algumas tão doces. E vou-lhes mantendo ali, atrás da linha. Vou me sentindo bem, esperando o dia em que me sentirei estonteante. Até lá, já segura de que suas energias não me comerão por trás.

E como soa bem se dizer dislexos e prefixos e desconexos - e que difícil abaixar os meus braços e aproximá-los. É que gosto de pessoas doces, gosto de situações claras. E, por tudo isso, ando cada vez mais só – já diria meu amigo caio. Não, não é melancolia. Melancolia é clichê demais, já disse, eu sou um ser moderno, o nome é Melancolex.

Segunda-feira, Junho 15, 2009

A autoria e o processo da sanidade

É que multipliquei-me para me sentir, para me sentir precisei sentir tudo, transbordei, não fiz se não estravazar-me, me despi - e há, agora, em cada canto da minha alma, um altar a um deus diferente.

Não, não assino isso - essas palavras não são minhas. São do tio Álvares de Azevedo. Não existiram aspas - isso pra que vc chegasse até aqui pensando que a autoria era minha. Depois, o processo é rápido: me invado de humildade e, antes que o plágio se constitua formalmente, digo que as palavras não são minhas - e arde.

É que junto da humildade e sanidade que me invadem e me fazem assumir a não-autoria das frases que são tão minhas, me invade uma raiva, um surto, uma vontade de ser dona não apenas delas mas de idéias, composições e roteiros inteiros gerados antes que eu pudesse tê-los gerado um dia.

Mais à frente, após adicionar água no suco tampico - e jogar aquela merda fora, sequenciamente - percebo que elas são minhas, enquanto as viver ou as tiver vivido - e ai de quem me disser que não.

E, se posso fazer delas, as minhas - então eu faço delas, as minhas. As como, as engulo - e, ei, sanidade, adiciono as aspas para prestigiar àquele que traduziu minhas lembranças em formato times new roman.

Me rendo às genialidades alheias, enquanto busco alguma em mim.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

da homenagem

o céu fica rosa às 17:35.
a gente deu uns amassos, ontem.
os rolling stones existiram.
ela nunca viu uma estrela cadente.
meu pai ouvia queen.
minha calça rasgou.
o violão os separa.
acordei pela manhã.
escovei os dentes.
ela tomou uma coca cola, ascendeu um cigarro.
ele olhou torto, achou que não era a hora.
minha avó morreu, a gente tb vai.
o dadaísmo existiu.
então corra, Lola, corra.
a Elisa nasceu.
caetano cantou you don’t know me.
atiraram na cabeça da menina que oferecia flores.
meu pai me olhou com carinho, ontem.
a fê passou num concurso.
amanda virou punk.
as plantas morreram.
joana abriu uma loja.
eu preciso fazer xixi.
o prazo acaba amanhã.
em Londres deve estar frio.
meu amigo foi encontrado sete dias depois.
dançam, na áfrica.
minha mãe sorria.
hoje, eu chorei.
ela nos deu uma pedra
das pedras que choram sozinhas
no mesmo lugar


(em meio a tantos verbos, a vida vai tomando sua rotina, menos ou mais sustentável. diante dela, eu andava sorrindo, mesmo sem conhecer ídolos ou heróis a quem me espelhar. hoje, eu conheci – e parece-me inquietantemente inspirador. ficam aqui minha homenagem e agradecimento eternos, à Celina VillaNova).

Domingo, Maio 24, 2009

De como amamos e odiamos isso aqui

Querido blog, vamocombiná:

Se abrirmos qualquer revista, hoje, o que a gente vai ler é uma porção de caracteres que embaralham até a mente dos mais críticos e intelectuais pela quantidade de acusações à Sérgios, Lulas e palhaços atuais que compõem o congresso.

À tia Dilma já começaram a comer por trás tb - tava demorando.

E, sabe?
Que o façam.

Entendo a necessidade universal e infinita do diálogo - da mesma forma que entendo que preciso diminuir centímetros de bunda.

Entendo as críticas e descríticas, os furos jornalísticos e a verdade como ela é (ou não é) sendo jogada à nossa cara como lama anti-erótica para que acordemos-brasíu! - ou para que continuemos comprando as verdades desses veículos de comunicação tão corruptos e bizarros quanto os clowns aqui citados.

(E, cá pra nós, num país onde 300 adultos alfabetizados realizam evento pra reclamar ao governo que existem 300 analfabetos na cidade deles necessitando de alfabetização, ah, isso nos torna palhaços tão brilhantes quanto.)

Acontece que, até agosto (ossos do ofício), me dou o direito de estar de saco cheio do tópico "problemas brasileiros".

Mas antes - só hoje - preciso fazer uma pausa, para construir um pensamento-brasíu.

É que me parece claro que, em um país contraditório, teremos um patriotismo idem.

Bingo!
Eu sabia que não devia me envergonhar por não gostar do verde e amarelo como cores nacionais (sério, votaria fácil num personal color stylish gay, na época, pra dizer à Raimundo Teixeira Mendes que ele faria permanecer uma péssima combinação de cores).

Há quem acredite que o Brasil é um país de insones: dos que não dormem pq tem fome - e dos que não dormem com medo dos que tem fome.

Existiu, ainda, um Josué de Castro comprovando o momento onde a mulher mais explode em hormônios da fertilização: quando ela está subnutrida, com fome - que é quando seu corpo diz: "ok, essa espécie aqui está morrendo. precisamos fazer mais cópias dela" - o que insere o problema em outras áreas onde tb estivemos meio ferrados, como a questão da superpopulação.

Mas o grande lance é que, na França, onde o tio Castro foi parar após ter sido expulso do país durante o período militar, ele não deixou de ser um crítico, um porta-voz da fome como grande problema brasileiro, um eterno entristecido pela questão ditatorial no país. Mesmo assim, sentiu tanta saudade daqui que chegou a escrever várias cartas ao Brasil, pedindo que pudesse voltar, pq daqui sentia falta aguda.

Negado.
Ele morreu de saudade.

Antes, anunciou: “não se morre apenas de enfarte ou de glomerulonefrite crônica, mas também de saudade".

Isso me corta o coração.
(música de fundo)

Voltou, depois de morto, ao Brasil - após muita burocracia.


Percebam:
Ele amou e odiou isso aqui - e me parece que nós amamos e odiamos isso aqui tb.

E não me olhe assim.


Vou além, chuto o pau da barraca e descontextualizo mais: juro que acho deselegante e opto pelo silêncio ao ouvir o vizinho discutindo, com pose inteletual ou não, pro outro vizinho, que "a gente só ama o Brasil em época de copa".

Ora, pois, Freud explica: passemos a entender o porquê desse amor parecer tão condicional, problemático, contraditório.

Fica simples, se entendermos, repito, que vivemos num país contraditório, de picos raros de alegrias lutando sem muita força contra a a descarga de lama abusiva, todos os dias.

A questão não é mais não ter fé o tempo todo, mas deixar de ter fé completamente, tolinhos.

Ainda bem que amamos o Brasil, na copa. Pior seria se nem aí amássemos.

Enxerguemos que ainda há esperança (do contrário, eu pediria pra fechar a conta).

(imagem de elder galvão - www.eldergalvao.com)

Quinta-feira, Maio 21, 2009

há 10 anos atrás redundantes eu lia a metalhead, comprava cardenão tilibra e gastava todas as folhas dele com cartas quilométricas para pessoas que eu nunca cheguei a ver.

eu não recebia scraps - tampouco observava passarinhos cagarem na cabeça dos indivíduos que twitam.

as pessoas twitam, as pessoas blogam, as pessoas orkutam, as pessoas chat-eiam, as pessoas estão on line.

antigamente (com a licença dos meus ainda 26 anos - que esquisito), eu trocava letras escritas via correio, trocava bandeiras, desenhos, colecionava tapes e, pra entender aquela letra mais complicada, eu ouvia e voltava a fita umas 500 vezes (ou encarecidamente pedia as letras impressas para uma amiga de correspondência carioca - que viria a me receber em Berlim dez anos após).

hoje vc pode acender um cigarrinho não tão on line (não me olhe assim), e vc pode publicar no seu blog a felicidade das facilidades de se "gravar" um tape "virtual" e dividir a trilha sonora do momento com a manada do mundo inteiro, em segundos - olha que brilho, olha que luxo, olha que bolinhas neón em movimento.

acho essas tapes virtuais a melhor invensão do homem, sério.
depois dos óculos, digo.

atualmente


MusicPlaylistRingtones
Music Playlist at MixPod.com



pradançá


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nostalgiá


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isso faz lembrar-me que, lá em 1990, pra botar seus tios e primos pra dançar, vc comandava todo um esquema exploratório onde seus irmãos carregariam as caixas de som lá pra fora, seus discos seriam furtados pelos seus primos mais novos e suas tapes seriam engolidas pelo aparelho.

e, mesmo assim, a coisa funfava: seus tios agradeciam e saiam da sua casa bêbados e ousados, chamando jesus de herege.


(mas, ah, nada como um ipod e suas caixinhas de som mega potentes, minha gente).

Quinta-feira, Maio 14, 2009

do laptop como um mal para a sociedade

porque, uma vez que vc deita, todo dia, com aquele pijama velho e cheio de furo nojento que vc ganhou da sua mãe no natal retrasado - e apóia o laptop na barriga (a que vc vem cultivando desde 2007) pra escrever milhares de textos prolixos ou não, enquanto segura o xixi porque vc tem preguiça de levantar - tens aí um problema.

Quinta-feira, Maio 07, 2009

Deixo alguns créditos dessa época-rua, em londres, então, pra eles:


Eu havia virado a noite na casa do pai de uma amiga. Fora aniversário de 50 e tantos anos dele, que faz parte de um grupo de motociclistas apelidado de “rabugentos” - daqueles, onde seus participantes usam coletes de couro cheios de bottons, entornam muita cerveja, adoram uma longa barba branca na cara, ouvem led zeppelin e assim permanecerão até 2056.

Achei tudo muito interessante (essa é a parte irônica), me diverti horrores cantando "born to be wild" pela 5ª vez em uma só hora e voltei pra casa às 18 do dia seguinte, bastante cansada.

Obviamente, dormi.

Acordei 01:00 da manhã com uma ligação de uma amiga que, assim como eu, faz parte da comunidade salgueira do Guará - aquela cidade satélite, sabe? Brasília-JK-avião-tchau,avião-oi,guará.

Cof.

Botei meu tênis, um moletom cujos bolsos guardavam chave e cigarros, e fui pra rua com ela. Ela, sem carro. Eu, que vendi o meu pra dar uma volta pelos bairros pobres de Londres, tb.

Perambulamos pela praça da QE 17 – simplesmente pq não há exatamente vida pra quem anda a pé no Brasil. Estávamos às traças de uma sexta-feira sem potencial algum - e com certo receio, afinal, não tínhamos o costume de perambular pela quadra, tampouco de madrugada – e sozinhas.

Avistamos, então, de longe, uns garotos-roqueiros-periferia-metade-bêbados-metade-sãos, que estavam escondidos na outra metade da praça. Ótimo. Teríamos, enfim, companhia adequada. Apresentamo-nos formalmente e logo fomos introduzidas a papos de conteúdo niilista.

Após as formalidades intelectuais necessárias, chegamos a uma conclusão mútua e preocupante: o cigarro estava acabando.

Iniciamos, pois, a nossa saga em busca deles, a pé, num sereno agressivo e tempo nebuloso, daqueles onde as nuvens simplesmente resolvem descer dos céus.

O único destino que poderia nos abastecer de cigarros seria o posto de gasolina mais próximo da quadra – e ele estava fechado.

Perseveramos: seguimos adiante, ali, para o lado-de-trás-à-direita da feira-do-guará, lugar inóspito onde nunca me imaginaria um dia - e vc tb não.

O ambiente é conhecido por agregar, aos finais de semana, o sindicato inteiro dos homens-que-fedem e de mulheres mais ou nem tanto honestas em um rasta-pé decadente e sujo, desde os anos 90.

Chama-se “panacéia”.

Lá compramos os últimos 6 cigarros picados da casa a preço de ouro (guardando, o dono, o sétimo e último cigarro para si próprio).

A empregada dos meus vizinhos estava lá com as amigas dela, me ofereceu fósforo e me ensinou a guardar cigarros picados sem quebrá-los. Simpática, ela.

Ao virar-me para voltarmos de onde viemos, um de meus companheiros me chamou e mostrou, com o orgulho de quem compra um relógio caro, uma ficha suja de sinuca que brilhava em sua mão esquerda - como que num convite para uma partida.

Nesse momento, eu e minha cara amiga nos entreolhamos com pesar and regret.

Mesmo assim, respiramos fundo e decidimos jogar a tal partida - de forma rápida - pra não contrariar nossos novos parceiros de caminhada, que, afinal de contas, nos acompanhariam de volta e em segurança ao lar.

Joguei o jogo mais porco da minha vida, na intenção de que este acabasse logo e a gente fosse embora.

Deu certo. Logo acabou a partida.

Porém, não convencidos de que o número de cigarros comprados (6) nos abasteceria por muito tempo, nossas percepções em prol da caça se abriram e logo percebemos o ecoar de um som exótico, vindo da casa noturna ao lado.

Era funk.

Como, em tese, toda casa noturna - em especial essa - comporta clientela fumante, concluímos que a possibilidade de alcançar o objeto-meta dentro do recinto existia e era boa.

Eu, corajosa – minha amiga idem - adentramos no espaço. Era um baile funk, daqueles, Rio 40 graus: shortinho na metade da bunda, cabelos "mamãe-como-pentear-isso" dançando até o chão, chão, chão, chão-chão-chão.

Achei o má-xi-mo.

Mas, assim como entramos, saímos: rápido - e com a sensação de que havíamos acabado de ter uma experiência de vida (música de fundo).

Caminhamos de volta ao nosso destino de origem, na pretensão de, então, boêmios, sentarmos, fumarmos e conversarmos até o sono, enfim, bater.

Mas os roquêros decidiram, no meio da caminhada de volta, parar e sentar num ponto de ônibus, entre a feira e a minha casa. O plano original fora adiado.

Desconstruí.
Eu não queria reclamar (e, afinal, não existia plano algum - que não o meu próprio) sentei-me ao melhor estilo “tou na rua, tou no mundo, meu nome é kátia flávia, a godiva do irajá, me escondi aqui em copa”.

Fumamos todo o maço (e picados), cantamos todos os rock-farofa que eu parei de ouvir quando tinha 16 e voltei a cantar com 21 (com uma pausa para kate bush).

Conversamos sobre as pessoas.

(E é claro que destruí minhas cordas vocais e as chances de melhorar o quadro do resfriado que peguei há uma semana - fazendo meus colegas de classe imaginarem que o que eu possuo em meu corpo é o vírus que mutou-se num suíno).

Voltei pra casa no final da madrugada, com a sensação de que eu, hj, com quase 26 anos, respeitando os meus gostos, minhas origens menos ou mais burguesas, minha lucidez e afins, não daria conta disso, nunca dei e não dou. Não vou sair à uma da manhã, da minha casa, pra sentar numa praça vazia e escura, interagir com uns caras semi-alcoolizados que acreditam ainda que o Brasil é Brasil porque foi colonizado pelos Portugueses, e ir parar numa casa de funk da periferia, num local duvidoso, tudo pra conseguir um maço de cigarro. Não, não consigo.

Mas ter me dado a liberdade de fazê-lo, hj, foi até libertador, vejam só.

Lembrei de londres, onde nada pára, nada morre, as pessoas se cruzam e se misturam a madrugada toda, e elas vão aonde tem que ir, não importa em que circunstancia ou quantos anos se tem, ou quanta grana se tem, nem o quanto vc se identifica com aquilo ou não.

Não se trata mais de vc. Nem de ruas perigosas, nem de medo ou tempo. Vc simplesmente segue o fluxo pra viver aquilo lá - que não faz parte de vc - pra fazer parte, por um dia que seja, de outra coisa, sendo ela glamorosa ou esquema-de-esgoto.


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